quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fim de semana em cheio!

A apresentação da nova equipa do Louletano deu-se no dia 12 de Fevereiro, conta com um elenco de 13 ciclistas dos quais 5 elites: eu e o Celestino Pinho que transitamos da antiga equipa do C.C. Loulé/Louletano, Micael Isidoro (Ex. ASC/Vitória/RTL), Antonio Olmo e Enrique Salgueiro (Ex. Extremadura-Spiuk), Francisco Costa e Joel Lucas (ex-Aluvia/Valongo), Eugeniu Cozonac (Ex.Loulé/Junior), Válter Pereira, Solézio Fernandes, Augusto Gonçalves, Iuri Jorge e Sérgio Rodrigues (Ex. Tavira Sub23). Um conjunto jovem, mas que conta com qualidade suficiente para lutar pelos melhores lugares nas provas em que estaremos presentes, seja a nível de uma classificação geral quer seja na luta pela juventude. Após a apresentação chegou a hora de experimentar as novas “maquinas”, as bicicletas que nos iram levar ao longo dessas estradas, num treininho que serviu também de reconhecimento da parte final da prova de abertura.



Prova de Abertura

Com partida em Quarteira e chegada a Loulé 145 klm´s depois, e com as ascensões ao Barranco do Velho, Montes Novos e ainda a conhecida subida dos 10% já dentro dos últimos 8 quilómetros da etapa, adivinhava-se um inicio de temporada difícil, mais ainda quando as condições atmosféricas seriam de chuva e vento! Após uma fuga de 7 elementos que chegou a ter 12 minutos, a equipa do Tavira assumiu a perseguição, levando um pelotão compacto a discussão da corrida, e assim foi, junção feita e ultrapassadas as maiores dificuldades viria a ser um grupo restrito a discutir a vitoria, mas a entrada dos ultimo 2 quilómetros uma queda fraccionou ainda mais o grupo, quando a equipa do barbot dava tudo para fazer o lançamento a um dos seus corredores eis que outra queda a 500 metros da meta no difícil acesso a reta final retira a oportunidade de um grupo compacto chegar a discussão, vendo-se sozinho na frente Sérgio Sousa não mais parou até a chegada, a mim coube-me a felicidade de não sofrer nenhuma queda e dar tudo nos metros finais, acabei num honroso 2º lugar, que me deu direito ainda a vitoria no que cabe as equipas de clubes.



Convívio
Todos sabemos que a união faz a força, e também há que trabalhar nesse sentido, por isso nada melhor que no dia seguinte a prova de abertura, continuar ligado aos nossos novos colegas e partilhar treinos e actividades, fazendo um treino de aproximadamente 80 quilómetros e com direito a uma paragem para o cafezinho num ritmo calmo e descontraído, na parte da tarde foi a vez de trocar as maquinas da estrada pelas bicicletas de ginásio e fazer um spinning muito divertido, depois do reconhecimento as instalações do Louletano Desportos Club, que só por curiosidade conta com 1800 atletas!!! Divididos em dezenas de desportos como o futebol, natação, triatlo, danças, lutas….

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Um passo para trás, para poder dar dois a frente???

Após a época em que certamente obtive os meus melhores resultados e que, em circunstâncias normais, não deveria ter grandes preocupações em encontrar um bom contrato numa equipa profissional, a verdade é que a “crise” está instalada no nosso país. Numa pré- época cheia de avanços e recuos em relação às equipas que poderiam alinhar em 2011 no pelotão profissional, as mexidas foram muitas, pois houve hipótese de existirem 6 equipas (mais uma que em 2010) já com ciclistas contratados e na hora da verdade apenas 4 se conseguiram manter.

Infelizmente o C.C. Loulé foi uma das equipas que não conseguiu patrocínios suficientes para se manter no escalão profissional e, com isso, eu e os meus colegas (directores, massagistas, mecânicos) vimo-nos numa situação complicada.

O ciclismo é um mundo de sacrifício e isso acompanha todos os que rodeiam a modalidade, e é com esse sacrifício e com força de vontade que Tony do Adro (Presidente do Louletano) não quer deixar morrer o ciclismo na sua terra natal, e assim, em conjunto com o ex-director desportivo do C.C. Loulé,Jorge Piedade, decidem erguer novamente o ciclismo no Louletano começando com uma equipa amadora, designada de equipa de clube. É um projecto que eu acredito que funcione. Conta com pessoas que eu já conheço, tem objectivos a longo prazo e quer pertencer já no próximo ano a uma equipa profissional e, por isso mesmo, aceitei a proposta de voltar a trabalhar em Loulé. Apesar de não pertencer ao escalão máximo das equipas portuguesas, terei a oportunidade de correr todo o ano no mesmo pelotão, pois as provas serão as mesmas excepto a Volta ao Algarve e a Volta a Portugal. Quanto a mim resta-me continuar a trabalhar e tentar lutar pela discussão das provas que mais se adaptem às minhas características.

Queria também agradecer a todos os que me apoiaram e me ajudaram durante a época 2010, e que o continuarão a fazer! Obrigado




terça-feira, 7 de setembro de 2010

G.P. Credito Agrícola – Costa Azul

Composto por 3 etapas, e sem grandes dificuldades orográficas, fazia-se adivinhar que seria discutido ao segundo, devido as bonificações nas metas volantes e nas chegadas para os 3 primeiros lugares.
A primeira etapa ligou Sines – Sines, em 170,5 quilómetros que foram concluídos a média de 41klm/h, na disputa pelo sprint final, e depois de algum malabarismo nos metros finais consegui um 2º lugar, atrás de Samuel Caldeira(Tavira) o vencedor do dia e 1º camisola amarela.

CLASSIFICAÇÕES
Etapa: Sines – Sines, 170,5 km (Média: 40,885 km/h)
Pto Nome Equipa hh:mm:ss Bon
1º CALDEIRA, Samuel POR PALMEIRAS R-PRIO 4:10:13 10″
2º SARAIVA, Bruno POR LOULÉ-LOULETANO mt. 6″
3º CARVALHO, António POR MORTÁGUA-BASI mt. 4″
4º SANCHO, Bruno POR LA-ROTA DOS MÓVEIS mt.
5º SOEIRO, Pedro POR LOULÉ-LOULETANO mt.

Geral Individual hh:mm:ss
1º CALDEIRA, Samuel POR PALMEIRAS R-PRIO 04:09:57
2º SARAIVA, Bruno POR LOULÉ-LOULETANO a 10
3º CARVALHO, António POR MORTÁGUA-BASI a 12
4º PINTO, Edgar POR LA-ROTA DOS MÓVEIS a 13
5º METCALFE, Tomas GBR PALMEIRAS R-PRIO a 13

A segunda etapa seria teoricamente a mais complicada, pois contava com 3 prémios de montanha, com partida e chegada a Grândola num circuito de 145,6 quilómetros, nas passagens no alto da serra de Grândola, apesar das varias tentativas de fuga e até mesmo de escaramuças pelas passagens nas subidas, foi em pelotão que se discutiu a etapa, desta vez a sorte não esteve do meu lado e a 500 metros do risco final, um toque de um colega na minha roda traseira, fez com que se partisse alguns raios impedindo-me de lutar pela discussão da etapa e das bonificações, o que me fez saltar para o 4º posto da geral individual. Como existe uma regra, que beneficia quem tiver qualquer avaria mecânica ou queda nos últimos 3 quilómetros de uma chegada plana, dando o mesmo tempo do grupo onde seguia, na meta, ficando eu assim com o tempo do Sérgio Ribeiro(barbot),vencedor da etapa, mantendo-se a amarela com o Samuel Caldeira (Tavira).

2ª etapa: Grândola – Grândola, 145,6 km Média de 42,428 km/h
1º RIBEIRO, Sérgio POR BARBOT SIPER 3:25:54 10″
2º CALDEIRA, Samuel POR PALMEIRAS R-PRIO mt. 6″
3º SANCHO, Bruno POR LA-ROTA DOS MÓVEIS mt. 4″
4º CUNHA, Marco POR MADEINOX BOAVISTA mt.
5º PINTO, Edgar POR LA-ROTA DOS MÓVEIS mt.

Geral individual
1º CALDEIRA, Samuel POR PALMEIRAS R-PRIO 07:35:45
2º RIBEIRO, Sérgio POR BARBOT SIPER a 07
3º SANCHO, Bruno POR LA-ROTA DOS MÓVEIS a 15
4º SARAIVA, Bruno POR LOULÉ-LOULETANO a 16
5º CARVALHO, António POR MORTÁGUA-BASI a 18

A ultima etapa era um circuito de 3 voltas com partida e chegada a Santiago do Cacém num total de 132,7 quilómetros, apesar do terreno ser algo sinuoso, a equipa do líder esteve sempre muito sólida na defesa da camisola, nunca deixando partir uma fuga numerosa ou com alguém que estivesse na luta pela geral. Levando assim o pelotão para a discussão da etapa, onde Samuel Caldeira bisou, vencendo em cima do risco a Sérgio Ribeiro sobrando-me o 3º lugar na etapa, que com a bonificação me levou ao 3º lugar da Geral Individual. Um destaque também para os meus colegas de equipa que tudo fizeram para que eu estivesse sempre nas melhores condições para discutir as etapas, e ainda conseguindo lugares de destaque que nos valeu a vitória por equipas.

3.ª Etapa: Santiago do Cacém – Santiago do Cacém, 132,7 km (Média: 39,800 km/h)
Pto Nome Nac Equipa hh:mm:ss Bon
1º CALDEIRA, Samuel POR PALMEIRAS R-PRIO 3:20:03 10″
2º RIBEIRO, Sergio POR BARBOT SIPER mt. 6″
3º SARAIVA, Bruno POR LOULÉ-LOULETANO mt. 4″
4º COELHO, Marco POR LIBERTY -C.RURAL mt.
5º SANCHO, Bruno POR LA-ROTA DOS MÓVEIS mt.


Geral Individual
Pto Nombre Nac Equipo hh:mm:ss
1º CALDEIRA, Samuel POR PALMEIRAS R-PRIO 10:55:36
2º RIBEIRO, Sergio POR BARBOT SIPER a 10
3º SARAIVA, Bruno POR LOULÉ-LOULETANO a 24
4º SANCHO, Bruno POR LA-ROTA DOS MÓVEIS a 27
5º PINHO, Celestino POR LOULÉ-LOULETANO a 28
6º CARVALHO, Antonio POR MORTÁGUA-BASI a 30
7º PINTO, Edgar POR LA-ROTA DOS MÓVEIS a 31
8º SOEIRO, Pedro POR LOULÉ-LOULETANO a 32
9º RODRIGUES, Vitor POR LIBERTY -C.RURAL a 32
10º SOUSA, Rui POR BARBOT SIPER a 32


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Circuitos pós Volta


Como é da praxe, o final do mês de Agosto é composto a nível de competição com os circuitos festivos das “terrinhas”.
Como é da praxe, o final do mês de Agosto é composto a nível de competição com os circuitos festivos das “terrinhas”.
No dia 21 de Agosto, corri no XXª edição do Circuito de São Bernardo, em Alcobaça, em 30 voltas (75 klm). Consegui estar presente na fuga do dia, composta por 15 ciclistas, que discutiram a prova. Quem mais sorriu foi o Samuel Caldeira (Tavira) com a sua vitória. Bruno Sancho (Paredes) foi segundo e eu fiquei-me pelo 3º lugar, que até foi um bom indicativo, visto que não competia a cerca de um mês. Ainda houve lugar para o meu colega Daniel Silva vencer o prémio de montanha.


No dia seguinte correu-se o Circuito da Malveira composto por 35 voltas, no qual Samuel Caldeira bisou. Esta prova foi, também, discutida através de uma fuga. Como não consegui integrar a fuga, restou-me esperar por as provas da tarde que se realizaram na pista, onde consegui ser 2º na prova de critério, atrás de Bruno Lima (Barbot). Esta prova consiste em sprintar a cada 5 voltas, obtendo pontos através das 4 primeiras posições de cada sprint, nas 20 voltas que compõe esta prova.


A 23 de Agosto realizou-se o dito circuito mais fácil, Circuito da Moita, pois não conta com qualquer tipo de dificuldade geográfica, por norma corrido a alta velocidade e com uma chegada em pelotão compacto. A maior dificuldade foi mesmo a chuva que se fez sentir nos quilómetros finais, que deixaram a estrada muito escorregadia, com uma curva final muito apertada e para evitar alguma queda mais grave, hesitei na velocidade o que me valeu o 5º lugar final. A vitoria foi para Marco Cunha (Boavista) que arriscou com sucesso.

50.ª edição do Circuito de Nafarros, disputou-se no dia 30 de Agosto. Aqui eu estaria a correr praticamente em casa, e frente a todos os que me apoiam. Obviamente que esperava obter um bom resultado, e desde cedo tentei. O desenrolar da corrida até me beneficiaria e as sensações eram boas, mas perto da entrada para a ultima das 8 voltas e com muitas movimentações na frente da corrida as pernas começaram a deixar de responder… Enfurecido com o que me estava a acontecer abandonei a corrida. Sinceramente não encontro explicação para a má prestação da minha parte. Agora há que continuar e esperar por melhores dias. A vitoria sorriu ao Edgar Pinto (Paredes).

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fotos

Como não tenho actualizado o blog, vou deixar algumas fotos das ultimas provas em que participei.


a refrescar as ideias, no ultimo dia do GP Joaquim Agostinho, do duro circuito de Torres Vedras.



Fuga no 2º dia da Volta ao Minho


Fuga na 3ª etapa da Volta ao Alentejo

~
Momentos antes da partida do Campeonato nacional, o apoio incondicional da minha namorada sempre importante para mim!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Maratona a Fátima

É já um treino com tradição para os ciclistas da zona oeste, a volta a Fátima é realizada uma vez por ano, desfrutando do bom tempo que se fez sentir no dia 1 de Junho, data escolhida para que pudesse-mos ser o maior numero de ciclistas possíveis, tornando assim a viagem mais fácil, onde a amizade, a boa disposição e o companheirismo nos acompanhou. A saída estava marcada para as 9.15 do Bonabal(Torres Vedras) para mim e para o meu amigo e colega de treino diário, Hernâni Broco (LA Paredes). Em Torres Vedras apanhamos o Fábio Silvestre (SMFeira-Liberty), João Caetano (Mortágua) e André Costa(sub-23 individual), passando pelo Cadaval, já em Rio Maior apanha-mos os elementos que faltavam, eram eles, João Rego (Aluvia-Valongo), Guilherme Lourenço (Mortágua) e Micael Isidoro (V. Guimarães-ASC). A viagem continuou por, Alcanena até Fátima. Já em Fátima depois de uma visita ao santuário, veio a desejada hora de repor energias e voltar a estrada. A viagem é feita por Batalha, Alcobaça, Caldas da Rainha, Bombarral, Torres Vedras e finalmente Bonabal. O percurso de 236 quilómetros foi realizado em 7:30 que deu uma média horária de 32 km/h.

á partida, com boa cara!


em Fátima:


á chegada, muitas horas depois!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Fim de semana em Tavira

Após um período de recuperação, em que aproveitei para tirar umas ligeiras ferias da bicicleta, eis que regresso a competição, 3 semanas após a Volta as Astúrias. Pelo meio houve duas competições nas quais não participei, uma foi a Clássica de Amarante, e outra o GP Liberty Seguros, onde a mina equipa se voltou a mostrar muito bem, com o Santi Perez a fazer 3º na clássica e onde ganhou a etapa rainha do GP juntando assim o triunfo final do mesmo.

O meu regresso fez-se nas clássicas de Tavira, que marcaram o fim de semana em 3 dias de competição, sendo o primeiro deles na sexta feira, no I Challenge Tavira, um circuito urbano de 20 voltas a totalizar 60 quilómetros, as sensações foram boas, consegui estar sempre na frente da corrida, acabando na 4ª posição, no 2º lugar ficou o meu colega Pedro Soeiro que chegou isolado com o vencedor Sérgio Sousa.

No Sábado foi discutida a ultima prova pontuável para a taça de Portugal, Clássica do Alpendre, onde o vencedor foi Cândido Barbosa, ele que liderava a taça desde a primeira prova, ficamos pelo 4º e 8º através do Pedro Soeiro e do César Quiterio.

Domingo a Clássica do Sotavento num percurso muito sinuoso algo semelhante ao do dia anterior, desde cedo se viu como iria ser o final da etapa quando uma fuga numerosa ganhou alguma vantagem, e onde as equipas profissionas se faziam representar com elementos capazes de discutir a vitoria, mais uma vez o Pedro Soeiro esteve muito bem, o que lhe valeu o 2º lugar na etapa.

Pessoalmente foi um fim de semana tranquilo, sem grande stress, apesar de sentir que a minha condição física esta a melhorar, notei talvez um pouco de falta de ritmo devido ao tempo que parei, agora é continuar a trabalhar para encarar as próximas competições com outra ambição.