terça-feira, 10 de março de 2009

Volta a Albufeira



A III Volta a Albufeira - Troféu José Martins, realizou-se num total de 260 klm´s repartido em três etapas. Com a presença das seis equipas profissionais portuguesas e outras tantas sub-23, partimos no sábado de manha de Albufeira para chegar a Paderne 78,4 km depois, numa etapa que não trazia dificuldades de maior, a não ser a própria chegada que acabava numa ligeira subida de um quilometro, com muitas movimentações durante toda a etapa acabou mesmo por surgir uma fuga já na segunda metade da etapa, onde iam perto de 25 elementos e onde a minha equipa estava representada com quatro elementos, eu inclusive, fuga essa onde mais tarde saíram 10 elementos que viriam a discutir a etapa entre eles, levando a melhor um corredor da Barbot, Bruno Pires, com a minha equipa a fazer segundo através do Pedro Soeiro.
Com o segundo lugar na etapa da manha por parte do Pedro Soeiro a liderança da prova estava presa por escassos segundos, e foi com a mentalidade de ganhar a etapa e a liderança da prova que saímos para a estrada na parte da tarde, que ligava Ferreiras á Guia em 73,3 km. Apesar de na chegada não ter conseguido bonificar tempo, o Pedro conseguiu chegar a liderança da geral devido a bonificação de uma meta volante, metendo ainda César Quitério no terceiro posto na chegada, na vitória de Bruno Lima (Boavista).
108 km ligaram Olhos D’Água a Albufeira, para a ultima etapa, apesar de estarmos lideres da prova, não tínhamos a vida facilitada, ao longo da etapa havia duas metas volantes bonificadas em 3, 2 e 1 segundo respectivamente e ainda 6, 4 e 2 na chegada! Tudo fizemos para que ao longo da etapa o nosso líder conseguisse bonificar a frente dos mais directos adversários e até mesmo lançando fugas de longe para que as bonificações fossem atribuídas a corredores menos colocados na geral, eu próprio cheguei a integrar uma fuga de alguns quilómetros, com mais dois elementos, mas fomos apanhados pouco depois de uma contagem de montanha, não conseguindo assim chegar a meta bonificada, ainda assim tudo ficou em aberto para a chegada, já que depois das metas continuávamos na liderança. Com a vitória do Filipe Cardoso (Liberty Seguros), Samuel Caldeira (Tavira) conseguiu chegar a vitoria da geral, beneficiado do segundo lugar na etapa e do Pedro Soeiro ter ficado fora das bonificações.
Perdemos a Volta a Albufeira por quatro segundos, mas vejo que tanto eu como todos os elementos da equipa, tudo fizemos para trazer a vitoria, sempre presentes nos momentos cruciais da corrida, lançando os sprintes para as metas bonificadas e para as chegadas! Fica um abraço a todos os vencedores, em especial ao Samuel que é um corredor da minha geração, e que apesar de adversários na estrada, já temos amizade de alguns anos!!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Abertura


A tradicional prova de abertura, realizou-se numa ligação de 160klm entre Faro e Faro, a equipa tinha como objectivo levar de vencida a corrida por um dos homens rápidos do plantel, desde cedo que tentei salvaguardar a minha equipa na frente da corrida, entrando em alguma fuga que resultasse, a corrida foi sempre muito movimentada (media 44klm/h) onde se adivinhava uma chegada em pelotão compacto, como também já é tradicional nesta prova! Nos últimos 10 klm´s da etapa fui ajudar na perseguição na frente da corrida, tentando ainda levar os meus colegas numa posição melhor há discussão da etapa, já nos últimos metros, as equipas portuguesas foram surpreendidos pelos holandeses da rabobank, que entraram “contudo” na ultima retunda, acabando por fazer os 2 primeiros lugares do pódio, a minha equipa acabou por meter 3 ciclistas nos 10 primeiros, acabando por ser a 3ª melhor equipa. Eu sendo 9º homem a cortar a linha de chegada e mesmo depois do trabalho realizado ao longo da prova, acabo por fazer um balanço positivo á minha primeira prestação como profissional!
Três dias depois começaria a Volta ao Algarve recheada de grandes estrelas do pelotão mundial, devido ao nível da competição, a equipa decide levar apenas os ciclistas mais experientes. O meu regresso a casa, traz-me uma enorme vontade de continuar a trabalhar e a evoluir, preparando assim a próxima competição, que ao que tudo indica será nos dias 6 e 7 de Março, na Volta a Albufeira!

Inicio de época

Com o arranque da nova época a porta, a equipa juntou-se para um pequeno estágio de cinco dias que antecediam a prova de abertura, aproveitando também para fazer a apresentação oficial.
Ciclistas e staff técnico ficaram alojados no luxuoso resort Monte da Quinta, na Quinta do Lago. Desfrutando do bom clima que se fazia sentir no Algarve, os treinos em conjunto iam servindo também para nos irmos conhecendo melhor entre colegas, criando laços que são sempre importantes para o bom funcionamento da equipa ao longo da época.
Os meus primeiros paços como profissional começam a ser dados no seio de uma equipa, experiente e conceituada. O primeiro contacto com os meus colegas, penso que não poderia ter sido melhor, fui muito bem recebido por toda a equipa, sentindo-me integrado desde os primeiros momentos, tendo-se juntado um bom grupo de trabalho, decidido a dar “frutos”!
A apresentação da equipa foi feita junto a Câmara Municipal de Loulé, aos sócios, simpatizantes e imprensa na presença dos responsáveis pela equipa e respectivos patrocinadores. Havendo ainda uma secção fotográfica no conhecido parque aquático e principal patrocinador, Aquashow!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Chegada ao Profissionalismo

Os primeiros passos de um sonho estão a ser dados, com a oportunidade de integrar a equipa do Centro Ciclismo de Loulé, com Jorge Piedade nos comandos técnicos, agora junção feita com o prestigiado Louletano que muita historia tem no ciclismo, o patrocínio principal ficou a cargo da empresa Aquashow, que encontrou o ciclismo como forma de publicar o seu nome. Para este ano o C. C. Loulé conta com um conjunto forte em todos os tipos de terreno, entre 13 atletas, apresenta quatro sprinteres credenciados do pelotão profissional português, onde eu conto aprender o máximo com as suas experiências em chegadas compactas, ajudando-os. Conta-mos também com o campeão nacional de fundo e ainda com o vencedor das duas chegadas em alto da Volta a Portugal de 2007.

Nova Oportunidade




A União Ciclista da Maia surgiu com um projecto sub-23 com Paulo Couto a dar a cara como director desportivo. Apesar da equipa ter certezas que iria para a estrada já depois das principais transferências se concretizarem, conseguiu-se criar um conjunto jovem mas com vontade de crescer no ciclismo. Depois de uma fase de “defeso” com alguma incerteza referente ao meu futuro, a proposta vinda do norte viria na melhor altura, tornando rápida as negociações.
Na equipa contavam comigo, não só por ser o “sprinter de serviço” e obter alguns resultados, mas também por ser dos mais experientes do grupo e ajudar os meus colegas na orientação da corrida. Apesar de correr numa equipa sub-23, este seria o meu primeiro ano como elite, visto fazer 23 anos no mesmo ano. Era primordial uma boa prestação sempre que corresse com o pelotão profissional. Comecei o ano com um segundo lugar na primeira prova da taça e um segundo lugar na clássica da Páscoa em Espanha. Numa primeira fase da época ainda venci a juventude na clássica da primavera, uma prova para elites realizada na Póvoa de Varzim. Sétimo na geral da Taça de Portugal, dois lugares no top-10 na volta a Portugal do Futuro e no troféu RTP, são alguns dos registos ainda com um sétimo posto na chegada a Alcochete no Prémio Crédito Agrícola uma vez mais entre profissionais.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Afirmação






A passagem ao profissionalismo era o objetivo principal neste que seria o meu 4º e ultimo ano como sub-23, sabia que tinha de tentar fazer a melhor época possível, na luta pelos lugares cimeiros na maioria das corridas, dando-me a mostrar o mais possível aos observadores das equipas elites. E foi com essa mesma mentalidade que encarei logo o início de época, com um 4º lugar na prova de abertura, 3º lugar fase de apuramento da taça de Portugal (com 4 provas pontuáveis), 6º da Geral do troféu RTP (com 5 provas pontuáveis ao longo da época), o que me valeu uma chamada á selecção em representação do país no Tour de Gironde em França.
Ainda faltava a “azadara” Volta a Portugal do Futuro, que desta vez sem queda nenhuma me levou ao melhor momento da minha carreira desportiva, quando a 1ª etapa me levou á camisola amarela, mercê das bonificações e do prologo do dia anterior (5º), nunca irei esquecer o dia seguinte, onde se pode dizer que fui o “centro das atenções”, mesmo acabando por a perder no fim da etapa por 1 segundo a liderança, acabo por ficar líder por pontos por mais dois dias, envergando assim a camisola branca. A minha regularidade valeu ainda outra chamada a selecção desta feita para correr na Suiça no GP Tell uma prova que contava para a taça do mundo das nações.
Suficiente para subir ao profissionalismo? Talvez… acabou por surgir uma oportunidade e restou-me negar algumas propostas para continuar no escalão de sub-23, sempre na esperança de que iria pertencer ao mais alto escalão do ciclismo português, as negociações iam se atrasando e as certezas eram poucas, a duvida permaneceu até ao inicio de Novembro quando me informaram que o meu ingresso na equipa interessada seria impossível, e era mais que normal as equipas sub-23 na altura terem os planteis fechados, inclusive a minha actual equipa!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Rumo ao Norte




Para a época de 2006 a oportunidade de representar uma das equipas mais vitoriosas e competitivas do escalão sub-23 a nível nacional, fez-me rumar até ao norte do país em representação da equipa União ciclista de Sobrado que contava com o apoio da empresa de mobiliário Casactiva em parceria com a Quinta das Arcas e a Madeilongo. A união faz a força e este grupo reflectia isso mesmo. A integração no seio do grupo foi muito rápida e a amizade acabou por nos unir e sabíamos que podíamos contar uns com os outros nos momentos cruciais das corridas e os bons resultados não tardaram em aparecer. Com um bom inicio de época, o 5º lugar na geral de 4 provas de apuramento para a taça nacional entre outros, veio um merecido descanso antes da preparação para a importante Volta a Portugal do Futuro, e quando tudo parecia bem encaminhado, uma violenta queda na 2ª etapa deixava-me com um cotovelo fissurado, as dores eram imensas e nem conseguia manter-me na posição de “levantado” em cima da bicicleta. Mas eu queria muito continuar e nada me deteve de ainda assim alcançar por duas vezes lugares no top 10 em etapas e de ajudar a minha equipa sempre que era necessário. De regresso a casa a recuperação era importante, pois ainda iria existir um prémio no final de Setembro, onde consegui estar na discussão de duas etapas e na luta pela camisola da montanha e dos pontos.