segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Chegada ao Profissionalismo
Nova Oportunidade
A União Ciclista da Maia surgiu com um projecto sub-23 com Paulo Couto
a dar a cara como director desportivo. Apesar da equipa ter certezas que iria para a estrada já depois das principais transferências se concretizarem, conseguiu-se criar um conjunto jovem mas com vontade de crescer no ciclismo. Depois de uma fase de “defeso” com alguma incerteza referente ao meu futuro, a proposta vinda do norte viria na melhor altura, tornando rápida as negociações.Na equipa contavam comigo, não só por ser o “sprinter de serviço” e obter alguns resultados, mas também por ser dos mais experientes do grupo e ajudar os meus colegas na orientação da corrida. Apesar d
e correr numa equipa sub-23, este seria o meu primeiro ano como elite, visto fazer 23 anos no mesmo ano. Era primordial uma boa prestação sempre que corresse com o pelotão profissional. Comecei o ano com um segundo lugar na primeira prova da taça e um segundo lugar na clássica da Páscoa em Espanha. Numa primeira fase da época ainda venci a juventude na clássica da primavera, uma prova para elites realizada na Póvoa de Varzim. Sétimo na geral da Taça de Portugal, dois lugares no top-10 na volta a Portugal do Futuro e no troféu RTP, são alguns dos registos ainda com um sétimo posto na chegada a Alcochete no Prémio Crédito Agrícola uma vez mais entre profissionais.sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Afirmação
A passagem ao profissionalismo era o objetivo principal neste que seria o meu 4º e ultimo ano como sub-23, sabia que tinha de tentar fazer a melhor época possível, na luta pelos lugares cimeiros na maioria das corridas, dando-me a mostrar o mais possível aos observadores das equipas elites. E foi com essa mesma mentalidade que encarei logo o início de época, com um 4º lugar na prova de abertura, 3º lugar fase de apuramento da taça de Portugal (com 4 provas pontuáveis), 6º da Geral do troféu RTP (com 5 provas pontuáveis ao longo da época), o que me valeu uma chamada á selecção em representação do país no Tour de Gironde e
m França.
Ainda faltava a “azadara” Volta a Portugal do Futuro, que desta vez sem queda nenhuma me levou ao melhor momento da minha carreira desportiva, quando a 1ª etapa me levou á camisola amarela, mercê das bonificações e do prologo do dia anterior (5º), nunca irei esquecer o dia seguinte, onde se pode dizer que fui o “centro das atenções”, mesmo acabando por a perder no fim da etapa por 1 segundo a liderança, acabo por ficar líder por pontos por mais dois dias, envergando assim a camisola branca. A minha regularidade valeu ainda outra chamada a selecção desta feita para correr na Suiça no GP Tell uma prova que contava para a taça do mundo das nações.
Suficiente para subir ao profissionalismo? Talvez… acabou por surgir uma oportunidade e restou-me negar algumas propostas para continuar no escalão de sub-23, sempre na esperança de que iria pertencer ao mais alto escalão do ciclismo português, as negociações iam se atrasando e as certezas eram poucas, a duvida permaneceu até ao inicio de Novembro quando me informaram que o meu ingresso na equipa interessada seria impossível, e era mais que normal as equipas sub-23 na altura terem os planteis fechados, inclusive a minha actual equipa!
Ainda faltava a “azadara” Volta a Portugal do Futuro, que desta vez sem queda nenhuma me levou ao melhor momento da minha carreira desportiva, quando a 1ª etapa me levou á camisola amarela, mercê das bonificações e do prologo do dia anterior (5º), nunca irei esquecer o dia seguinte, onde se pode dizer que fui o “centro das atenções”, mesmo acabando por a perder no fim da etapa por 1 segundo a liderança, acabo por ficar líder por pontos por mais dois dias, envergando assim a camisola branca. A minha regularidade valeu ainda outra chamada a selecção desta feita para correr na Suiça no GP Tell uma prova que contava para a taça do mundo das nações.

Suficiente para subir ao profissionalismo? Talvez… acabou por surgir uma oportunidade e restou-me negar algumas propostas para continuar no escalão de sub-23, sempre na esperança de que iria pertencer ao mais alto escalão do ciclismo português, as negociações iam se atrasando e as certezas eram poucas, a duvida permaneceu até ao inicio de Novembro quando me informaram que o meu ingresso na equipa interessada seria impossível, e era mais que normal as equipas sub-23 na altura terem os planteis fechados, inclusive a minha actual equipa!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Rumo ao Norte

Para a época de 2006 a oportunidade de representar uma das equipas mais vitoriosas e competitivas do escalão sub-23 a nível nacional, fez-me rumar até ao norte do país em representação da equipa União ciclista de Sobrado que contava com o apoio da empresa de mobiliário Casactiva em parceria com a Quinta das Arcas e a Madeilongo. A união faz a força e este grupo reflectia isso mesmo. A integração no seio do grupo foi muito rápida e a amizade acabou por nos unir e sabíamos que podíamos contar uns com os outros nos momentos cruciais das corridas e os bons resultados não tardaram em aparecer. Com um bom inicio de época, o 5º lugar na geral de 4 provas de apuramento para a taça nacional entre outros, veio um merecido descanso antes da preparação para a importante Volta a Portugal do Futuro, e quando tudo parecia bem encaminhado, uma violenta queda na 2ª etapa deixava-me com um cotovelo fissurado, as dores eram imensas e nem conseguia manter-me na posição de “levantado” em cima da bicicleta. Mas eu queria muito continuar e nada me deteve de ainda assim alcançar por duas vezes lugares no top 10 em etapas e de ajudar a minha equipa sempre que era necessário. De regresso a casa a recuperação era importante, pois ainda iria existir um prémio no final de Setembro, onde consegui estar na discussão de duas etapas e na luta pela camisola da montanha e dos pontos.
Quase Sonho
O aparecimento de uma equipa em Sintra sub-23, tornou com que o meu desejo de defender as cores da minha terra se tornasse realidade, o Sintra clube de ciclismo nasceu do patrocínio do empresário Vítor Lourenço que contou com a experiência e sabedoria de Nuno Sabido para dirigir a equipa, que contava com os melhores corredores do concelho e de algumas regiões de perto, uma equipa nova mas com muita ambição de triunfar. Desde cedo tentei a vitória, sendo o inicio de época uma boa altura para me im
por nas principais corridas. A vitória teimava em não aparecer mas os lugares no pódio, conseguidos nas provas da taça na clássica de Guimarães, iam-nos motivando para a continuação do trabalho. A segunda fase da época previa uma boa forma para a Volta a Portugal do Futuro, mas a duas semanas do invento, uma infelicidade, um acidente enquanto treinava deitava tudo a perder, uma clavícula partida, uma cirurgia e um mês sem treinar. Até ao pouco que faltava da época foi um “cumprir calendário”.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Chegada aos sub-23
A subida ao escalão é feita no ano em que se faz 19 primaveras, a fase das primeiras definições, costumavam-me dizer que “até agora foi andar de bicicleta, o verdadeiro ciclismo vai começar”. A partir daqui começamos a ter
verdadeiras responsabilidades nas equipas e perante patrocinadores que, até então, nos eram alheias, talvez pelo factor idade, talvez o ciclismo até então, pudesse não passar de um hobbie, um desporto colectivo ao fim de semana. Evita-se alimentações incorrectas, as idas á praia depois dos treinos deixam de fazer parte das tardes quentes de verão, e as saídas até mais tarde com os amigos desaparecem da agenda. A necessidade de treinar inúmeras horas por dia, e ficar a descansar em casa para o dia seguinte, são sacrifícios que nem todos estão dispostos a fazer por um desporto. O profissionalismo em cima e fora da bicicleta começa a fazer muita diferença para quem quer ser competitivo ao longo de uma época.
No meu primeiro ano como sub-23 corri pelo Vulcal-Pombal dirigida por Fernando Mota, uma equipa com ambição e com responsabilidades em todas as corridas em que participasse-mos, devido aos bons atletas presentes. Também a partir desta idade comecei a definir-me como atleta, o sprint, foi sempre onde me encontrei mais á vontade, e desde logo tive uma equipa que se propôs a apoiar-me, o que me ajudou á minha integração positiva no novo escalão.
Alguns lugares entre os 10 primeiros, entre eles, um 4º na 4ª Etapa da Volta ao Rio de Janeiro entre profissionais começaram a revelar que poderia ir no caminho certo.
No meu primeiro ano como sub-23 corri pelo Vulcal-Pombal dirigida por Fernando Mota, uma equipa com ambição e com responsabilidades em todas as corridas em que participasse-mos, devido aos bons atletas presentes. Também a partir desta idade comecei a definir-me como atleta, o sprint, foi sempre onde me encontrei mais á vontade, e desde logo tive uma equipa que se propôs a apoiar-me, o que me ajudou á minha integração positiva no novo escalão.
Alguns lugares entre os 10 primeiros, entre eles, um 4º na 4ª Etapa da Volta ao Rio de Janeiro entre profissionais começaram a revelar que poderia ir no caminho certo.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Júnior
O meu primeiro ano como júnior foi feito no Grupo Desportivo de Lousa, depois de um ano de iniciação a aprendizagem continuava, e quem melhor que, o senhor Jorge Caldeira como treinador? Pois… muito devo a este homem que me ensinou os conceitos básicos para se ser ciclista, houve todo um grupo que teve a oportunidade de aprender em rigor as tácticas e as técnicas para poder vingar no ciclismo, com alguém que tem muita experiência de anos adquirida a formar ciclistas. Aos poucos ia deixando o anonimato com vários resultados entre os 10 mais, inclusive uma vitória num festival de pista.
O Clube de Ciclismo de Torres Vedras, com o apoio da Bicigal de Nuno Calado foi a equipa onde corri o meu segundo ano de júnior, uma equipa apostada na formação de jovens valores, e
ra tudo o que poderia desejar na altura, uma equipa que me daria as condições necessárias para evoluir e conseguir o principal objectivo, a integração numa equipa sub-23 no ano seguinte. Era sabido que não iria ser fácil, mas na equipa torriense encontrei um grupo de trabalho muito bom, onde a amizade predominava, e os resultados iam aparecendo naturalmente, prova disso foi as 8 vezes em que entrei no pódio em corridas nacionais, inclusive na discusão da geral individual de G.P.
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